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Paquistão suspenso da Commonwealth


O Paquistão foi suspenso do grupo de países da Commonwealth devido ao estado de emergência imposto pelo Presidente, Pervez Musharraf.

Num encontro no Uganda, os ministros dos negócios estrangeiros da Commonwealth disseram que o Paquistão fica de fora daquela organização até que restaure a lei e a democracia.

Os ministros também exigem a libertação dos prisioneiros políticos e a demissão de Musharraf como chefe das forças armadas.

O secretário-geral da Commonwealth, Don McKinnon, garantiu que a decisão não foi fácil.

"A situação no Paquistão continua a constituir uma violação séria dos valores fundamentais defendidos pela Commonwealth.”

“Lamentamos que o governo paquistanês não tenha conseguido lidar com a situação da melhor forma e por essa razão, a suspensão entra em vigor até que a lei e a democracia sejam restauradas”, concluiu o secretário geral da Commonwealth.

'Democracia distorcida'
Alguns países asiáticos opuseram-se à decisão, mas o ministro dos negócios estrangeiros britânico, David Milliband, assegurou que todos os países representados estavam a favor.

Ele acrescentou que esta foi uma medida provocada pelo pesar e não pela fúria.

Antes a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos Loiuse Arbour, afirmou que Musharraf tem de readmitir os juízes afastados pela declaração do estado de emergência.

Caso contrário, o Paquistão poderá segundo ela, entrar num estado distorcido democraticamente, onde os juízes são totalmente subservientes ao governo.

Nawaz Sharif planeia regresso
Entretanto, o antigo primeiro-ministro paquistanês que se encontra exilado, Nawaz Sharif, vai encontrar-se com o rei Abdullah da Arábia Saudita, para discutir os seus planos de regresso ao país.

Um porta-voz do partido de Sharif, Ahsan iqbal, revelou que espera que ele anuncie uma data para o retorno.

“Estamos esperançados que depois de amanhã, dentro de alguns dias, possamos anunciar o seu regresso ao Paquistão”, referiu o porta-voz do partido de Nawaz Sharif.

O Presidente Musharraf insiste que Nawaz Sharif, cujo governo foi derrubado num golpe de estado em 1999, permaneça fora do país até que se realizem as eleições em Janeiro.

O novo supremo tribunal rejeitou o recurso interposto que prevenia Musharraf de se recandidatar à presidência nessas eleições.

O próprio disse que esta decisão irá permitir que ele abandone o cargo de chefe das forças armadas.


Fonte: www.bbc.com - 23.11.07




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