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Inhambane vai ter fábrica de cimento avaliada em 65 milhões de USD
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O Governo da província de Inhambane e uma empresa indiana assinaram semana passada um memorando de entendimento visando a construção de uma fábrica de cimento na localidade de Pambara, distrito de Vilanculos.
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O empreendimento, avaliado em pouco mais de 65 milhões de dólares americanos, terá a capacidade de produção de mil toneladas diárias e empregará cerca de 250 trabalhadores.
Rajendra Mishra, director-geral da Aar Ess Eximp Puti Limitada, uma firma indiana especializada no fabrico de cimento, disse, depois de assinar a acta em Inhambane, que o passo a seguir será o envio de técnicos para fazer o estudo de viabilidade económica para iniciar a construção da unidade fabril, que se espera entre em funcionamento até finais de 2009.
“Visitámos o local onde será instalada a fábrica e ficámos com a sensação de que há condições para o seu funcionamento, já que a principal matéria-prima será o calcário, que se diz existir em grandes quantidades na região norte de Inhambane”, afirmou Rajendra Mishra, acrescentando que a abertura do Governo de Inhambane, bem como a vontade dos sócios indianos desta empresa, além do mercado já assegurado, vão impulsionar a concretização da iniciativa.
Por seu turno, Itai Meque, governador de Inhambane, disse que a fábrica de cimento a ser construída num período de dois anos constitui parte do pacote de investimento indiano na província, à luz dos acordos de cooperação existentes entre aquele país e Inhambane.
“A vinda desta empresa para Inhambane vem reforçar as relações de amizade existentes e não só. É também resultado das negociações que temos vindo a desenvolver na procura de soluções para os vários problemas que atrasam esta província”, disse Itai Meque, para quem o parque industrial em Inhambane vai crescer, relançando a economia e, por conseguinte, acelerando a luta contra a pobreza absoluta.
“Estamos convencidos de que os indianos vão, de facto, construir a fábrica e vamos negociar outros projectos, porque o nosso interesse é tirar Inhambane da lista das províncias mais pobres do país”, afirmou.
Além da construção desta fábrica, o governador de Inhambane anunciou na ocasião a chegada de empresários chineses que semana passada trabalharam nas cidades da Maxixe e Inhambane para identificar um local ideal para a edificação de uma fábrica de sapatilhas tipo ténis.
Recorde-se que dentro em breve Inhambane vai inaugurar uma unidade industrial de processamento de sumos, cuja matéria-prima é a fruta produzida em grande escala nas regiões de Cumbana, Jangamo, Morrumbene, Inharrime e Massinga.
Além da fábrica de sumos, as autoridades daquela província do sul do Save estão, igualmente, preocupadas em encontrar formas mais simplificadas para o processamento da farinha de mandioca, coco e seus derivados.
“Inhambane tem recursos. Precisamos é de ter técnicas para explorar aquilo que temos”, concluiu Itae Meque.
Fonte: www.jornalnoticias.co.mz - 21.11.07
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