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Líder da oposição zimbabweana refere progressos nas conversações eleitorais com governo
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O líder da oposição do Zimbabwe afirmou que se registaram progressos nas conversações com o governo do presidente Robert Mugabe sobre a reforma eleitoral, mas pediu acções concretas para que "as pessoas se sintam seguras".
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"Estou confiante que a agenda preparada através da mediação (liderada pela África do Sul) vai responder às preocupações fundamentais sobre a realização de eleições livres e justas", afirmou Morgan Tscangirai em Campala, onde decorrerá sexta-feira a cimeira da Commonwealth.
"Mas queremos transpor essas ideias para alguma coisa no terreno, para que as pessoas se sintam confiantes de que a situação está segura, de que há uma interrupção da violência", acrescentou.
Durante as anteriores eleições no Zimbabwe, apoiantes da oposição foram, alegadamente, torturados e mortos pelas forças governamentais e pessoas próximas ao partido no poder.
O regime de Robert Mugabe tem sido acusado sistematicamente pela comunidade internacional de massacres, violações dos direitos humanos, destruição de propriedade privada, repressão e tortura de opositores.
Entretanto, a crise económica no país continua a agravar-se com os maiores níveis de inflação do mundo, que só no mês de Outubro aumentaram 136 por cento, de acordo com o semanário económico Zimbabwe Independent.
O Zimbabwe encontra-se em declínio económico desde 2000, quando a reforma agrária lançada por Robert Mugabe levou à expulsão de mais de quatro mil agricultores brancos, que viram confiscadas as suas propriedades.
O líder da oposição no Zimbabwe acrescentou que as conversações com o governo se centraram na reforma constitucional e eleitoral, mas que também insistiu na questão da liberdade de associação.
Protestos no país são frequentemente reprimidos com violência pela polícia, que, por norma, agride e prende os manifestantes.
Tsvangirai participou ontem num debate público sobre o Zimbabwe em Campala, na antevéspera da cimeira da Commonwealth.
O líder da oposição apelou para que os líderes dos países-membros da Commonweath monitorizem as conversações mediadas pelo presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, e que assegurem que potenciais compromissos futuros sejam honrados.
O gabinete de Mbeki anunciou que faria uma paragem no Zimbabwe para consultas com líderes políticos, no caminho para a cimeira da Commonwealth.
O Zimbabwe retirou-se da Commonwealth em 2003, após ter sido suspenso.
A suspensão pela comunidade britânica ocorreu em Março de 2002, após a vitória de Mugabe nas eleições presidenciais do país, num escrutínio que os observadores consideram ter decorrido num "clima de medo".
Fonte: www.rtp.pt - 22.11.07
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