As declarações foram do ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, em Singapura, à margem de uma cerimónia em que participou.
Portugal sempre disse que iria convidar todos os líderes africanos, sem excepção, para a Cimeira que está marcada para Lisboa para os dias 8 e 9 de Dezembro.
Os convites incluem o presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, apesar de este estar proibido de entrar no espaço comunitário.
Agora em Singapura, o chefe da diplomacia portuguesa Luís Amado pela primeira admitiu publicamente que seria melhor que Mugabe não participasse.
Argumenta o ministro que a presença do presidente zimbabweano iria desviar as atenções das questões essenciais a discutir pelos líderes europeus e africanos.
O ministro português falou do "ruído" criado pela presença de Mugabe em Lisboa e por isso é preferível que não vá.
Luís Amado disse que ainda não se sabe quem vai participar na Cimeira União Europeia - África, mas disse que se lhe perguntassem "se gostava de ter Mugabe em Lisboa, diria que não."
Com esta confissão, o chefe da diplomacia portuguesa parece estar a ensaiar uma aproximação às posições do governo britânico.
A Grã-Bretanha avisou que o chefe do governo Gordon Brown, não iria e que apresentaria em Lisboa apenas uma delegação de baixo nível.
Uma porta-voz do ministério britânico dos Negócios Estrangeiros, o "Foreign Office", imediatamente saudou as declarações de Luís Amado.
Londres diz que as declarações de Amado estão de acordo com aquilo que defendeu sempre, desde o princípio.
A Grã-Bretanha acusa Mugabe de violações dos direitos humanos e de fraude eleitoral e sempre considerou que a sua presença em Lisboa iria ensombrar a Cimeira.
Fonte: www.bbc.com - 22.11.07
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