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Preço indicativo do algodão só no próximo ano
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O Director do Instituto do Algodão de Moçambique (IAM), Norberto Mahalambe, lamentou o facto de não haver consenso quanto ao preço indicativo para a comercialização do algodão caroço.
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Contudo, ele disse acreditar que o mesmo seja alcançado em Abril ou Maio de 2008, quando forem reatadas as negociações sobre a matéria.
O IAM introduziu este ano, pela primeira vez, o preço indicativo, não legislado, para a comercialização de algodão caroço, cuja discussão teve lugar no passado dia 16, na cidade de Nampula, num encontro que envolveu os diferentes intervenientes nesta cultura.
“De facto, o ideal seria se nós tivéssemos chegado a um número único entre os produtores e as empresas.
Não chegámos, mas alcançámos números que têm uma divergência modesta de centavos”, disse à AIM o director do IAM, acrescentando que os produtores querem o preço de 6.20 MT, e as empresas seis.
Refira-se que as empresas estavam dispostas a avançar para 6.10 MT, desde que os camponeses também aceitassem baixar para o mesmo valor.
“O que é importante clarificar é que nós estamos a introduzir um instrumento novo que se chama preço indicativo, um instrumento até aqui não legislado.
O ideal seria que nós tivéssemos alcançado um preço único, mas foi bom termos chegado a um preço que tem uma pequena diferença”, frisou.
Mahalambe fez questão de sublinhar que “quando fomos às negociações, as empresas concessionárias não estavam muito abertas a entrar nesta discussão de preço indicativo, por causa do risco que existe de uma grande variação que pode ocorrer ao longo do processo, que pode significar eles ganharem ou perderem dinheiro”.
De referir que antes do início formal das discussões, o IAM trabalhara com as empresas no sentido de elas perceberem que é importante ajudar o camponês a planificar-se melhor, tendo a reflexão começado com uma proposta das concessionárias de 5.30 MT, que foi o preço praticado no ano passado.
Só que as empresas fizeram a reflexão considerados os aspectos conjunturais e progrediram de 5.30 MT, passando por 5.80 MT e avançando rapidamente para seis, mas os camponeses fizeram uma descida lenta para 7.20 e depois para 7.10 MT.
O que é importante notar é que quando começaram as negociações, as empresas estavam em 5.30 e os camponeses estavam em 7.10. No fim, as empresas tinham progredido 80 centavos e os camponeses teriam reduzido 90 centavos do seu preço inicial.
“O que eu devo sublinhar, mais uma vez, é que houve um grande esforço de aproximação de posições, ou seja, de 5.30 MT em que estavam as empresas, a proposta subiu para 6.10 MT e os produtores de 7.10 MT para 6.20 MT.
Não chegámos a um número único, mas o espaço que falta para nos juntarmos é muito pequeno, considerado com o esforço de aproximação”, disse o director do IAM.
Ele considerou que do ponto de vista percentual, este aumento à receita que o camponês recebe e que o sector público tem estado a monitorar, é significativo, tendo em conta, sobretudo, o facto de que também não é definitivo, do ponto de vista de planificação”.
Mahalambe realçou que se os indicadores naturais se mantiverem, “tenho a certeza de que o preço será ligeiramente superior a esse, mas se piorarem vai-se manter o preço de 6.10 MT.
Portanto, embora não tenhamos chegado a um preço único, é preciso enfatizar estes aspectos positivos.
É um instrumento novo aceite pelas partes e estamos felizes por isso. Para além disso, as duas partes aceitaram fazer grandes concessões e aproximar as posições”.
Fonte: www.jornalnoticias.co.mz - 22.11.07
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