Portal Corporativo da TVCabo Moçambique
Notícias Fóruns Empregos Sociedade Eventos Blogs

HOME NEGÓCIOS IMÓVEIS TVZINE
  
Canais no Arquivo

Notícias

Culinária

Saúde

Tecnologia

Horóscopo

Cinema

Desporto

Outdoor

Música

Jogos
 
 
BM estuda unificação dos serviços de ATM’s

O Banco de Moçambique poderá chamar a si a responsabilidade de uma rede unificada de caixas automáticas de pagamento (ATM’s) para todos os operadores financeiros, nomeadamente bancos comerciais e de microfinanças, segundo avançou a administradora Joana David.

A fonte admitiu tal possibilidade durante o debate de processos inovadores nas movimentações de valores, sobretudo na facilitação de envio e transferência de dinheiro.

Falando especificamente das ATM’s, disse que a colocação daqueles meios foi até agora confiada aos bancos comerciais, mas devido aos constrangimentos que se verificam, derivados da pouca colaboração entre estes, particularmente no que se refere à unificação da rede, o Banco Central está a pensar em assumir esta responsabilidade com vista à facilitação da circulação de valores.

Segundo explicou, cada banco comercial está preocupado em criar serviços exclusivos de ATM’s, facto que não só provoca a dispersão de recursos, como também pouco ajuda aos utentes.

A criação de uma rede unificada de ATM’s não é uma novidade no mundo, particularmente a nível da região da África Austral, conforme fez saber Mary Mbita Nanazi, secretária executiva da AFRACA, que apontou o caso do Zimbabwe, onde existe uma organização independente que presta serviços a nível das ATM’s beneficiando todos os bancos comerciais.

Mary Mbita Nanazi, durante o debate de tecnologias inovadoras nas finanças rurais, apontou igualmente o uso da telefonia móvel celular para a transferência de dinheiro.

Segundo ela, alguns países africanos já estão a aplicar com sucesso o sistema de uso de celulares para o envio de dinheiro, uma experiência que, no seu entender, deve ser expandida, pois permite um serviço rápido e seguro.

Segundo disse, os celulares podem ser usados para o pagamento de diversos serviços, como facturas de consumo de água, de electricidade e outros, com maior fiabilidade e segurança, mas no caso específico da matéria em debate, poderiam facilitar a circulação monetária nas zonas onde não existem instituições bancárias como tal, confiando-se a agentes económicos locais mais influentes a tarefa de movimentação dos dinheiros.

Mary Mbita Nanazi disse que estas serão algumas das tecnologias inovadoras na área das finanças rurais, com horizonte para o desenvolvimento económico cada vez mais sustentável do continente africano.

Entretanto, o seminário regional da AFRACA, que vinha decorrendo desde a última terça-feira na praia do Bilene, terminou ontem com uma sessão especial de trabalho de campo, cujo objectivo era de demonstrar “in loco” os resultados que podem ser alcançados com os programas de microfinanças.


Fonte: www.jornalnoticias.co.mz - 23.11.07


   
 
 
 
Especial